O salário médio praticado na região subiu 7% em 2017, segundo a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho. Divulgados anualmente, os dados foram atualizados na última sexta-feira (28) e trazem um panorama do mercado de trabalho. Em média, os trabalhadores formais nos 26 municípios do Vale do Ivaí mais Arapongas recebiam mensalmente R$ 1.959,22 no ano passado contra R$ 1.834,25 em 2016.
Apesar do avanço, o salário pago na região ainda é muito baixo. O valor é inferior à média estadual (R$ 2.660,92) e nacional (R$ 2.973,23). Por outro lado, o número de empregados com carteira assinada nas cidades da região aumentou 0,7%, passando de 101.366 em 2016 para 102.129 no ano passado.
A questão do emprego e renda é o principal desafio do país. Com uma alta carga tributária, as empresas brasileiras pagam salários muito baixos. Há uma evidente desvalorização da mão de obra, principalmente nas cidades de menor porte.
Apesar do salário médio regional chegar a 1.959,22, a maior fatia dos trabalhadores recebe um valor menor que esse. Sem dúvida, a remuneração não é suficiente para manter um padrão razoável de vida. Segundo estimativa do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o valor do salário mínimo no Brasil deveria ser de R$ 3.636,04n em agosto deste ano. O cálculo é feito mensalmente desde 1994 com base no valor da cesta básica mais cara no país. Atualmente, o salário mínimo no Brasil é de R$ 954.
A questão do mercado de trabalho deveria ser o principal tema da campanha política nacional. No entanto, os principais candidatos preferem trocar agressões e ataques pessoais. A disputa presidencial tornou-se uma guerra, que acaba contaminando os militares, muitos fanáticos.
A taxa de desemprego no Brasil caiu para 12,1% no trimestre encerrado em agosto. No entanto, ainda atinge 12,7 milhões de brasileiros, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O número de desalentados (que desistiram de procurar emprego), que havia batido recorde no mês passado, se manteve estável em 4,8 milhões, segundo o IBGE. Em um ano, entretanto, a alta é de 13,2% (mais 555 mil pessoas).
São números que preocupam. Em primeiro lugar, o Brasil precisa voltar a gerar empregos para, em um segundo momento, melhorar a remuneração de seus trabalhadores. O tema deve ser prioritário do próximo governo. A falta de trabalho implica em todas as áreas, não apenas na situação social e no bem-estar, mas também na segurança pública, na educação e nas mais diversas áreas. Diante dessa importância, é fundamental debater e apresentar propostas para mudar essa triste realidade nacional.